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20/Dez

Pesquisa aponta melhora do setor imobiliário para 2023

Tedesco e Portolan | Pesquisa aponta melhora do setor imobiliário para 2023 O mercado imobiliário no Brasil, historicamente, sempre foi alinhado às condições da economia do país, um termômetro para entender as perspectivas futuras do bolso do brasileiro.

O Banco Central aumentou a taxa de juros no primeiro semestre e sugeriu a manutenção da mesma nesse final de ano, tudo para tentar conter o IPCA (índice de preços ao consumidor), que seguiu crescendo devido às políticas públicas de combate ao coronavírus que continuam apresentando seus efeitos desde então. Devido ao valor agregado do bem, a taxa de juros alta é o principal empecilho para o crescimento do setor imobiliário, pois afasta os possíveis compradores que desejam financiar parte de um imóvel. Apesar disso, e também de outras dificuldades como a falta de mão de obra capacitada, e a alta considerável no preço dos materiais de construção nos últimos dois anos, 2022 acabou não decepcionando tanto assim os empresários do ramo, continuou estável e deu esperança para que 2023 seja um ano de crescimento.

Em uma pesquisa realizada pela ABRAINC - Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, que entrevistou mais de 350 empresários do ramo, visando elaborar um levantamento do panorama para o próximo ano, foi constatado que 2022 ficou conforme as metas previstas, e que a maioria das empresas estão otimistas com uma melhora para o próximo ano.

Segundo Luiz França, dirigente da ABRAINC, os bons resultados das vendas dos imóveis apareceram em todas as faixas de preço. O país também conseguiu conter melhor inflação quando comparado a outros países ao nível mundial, o que pode atrair um interesse em investimentos internacionais no setor de construção civil, fomentando as obras e, com elas, a geração de emprego e renda. França ainda comentou a importância da 5ª edição da Incorpora, em que se reúnem as empresas financeiras e de construção mais importantes do país e também onde são debatidas e construídas as prévias de mercado para o ano de 2023: “É fundamental reunir players importantes do setor para encontrarmos soluções que beneficiem o consumidor, abram portas para novos investimentos e gerem empregos e dividendos para o Brasil”.

A mesma pesquisa ainda realizou alguns questionamentos sobre o objetivo dos consumidores com a aquisição de um imóvel e constatou que o propósito de moradia ainda é de quase 70% da amostragem, fazendo sentido que se fomente, nos próximos anos, os programas de governo que facilitam as negociações de novos imóveis, como o Casa Verde Amarela ou o Minha Casa Minha Vida.

De fato, é de se esperar uma melhora no setor como um todo. Apesar da pandemia postergar o crescimento do país, ela acabou mostrando para o cidadão brasileiro a importância de ter um lugar ideal para se viver. Além do mais, despertou um interesse em melhorias na qualidade de vida, o que passou a ser melhor pensado nos novos empreendimentos, visando conforto, segurança e custo benefício, tudo para se agregar valor em um novo local para se viver.